16 de agosto de 2014

Visitando o Canal do Panamá

A nossa última parada do cruzeiro foi o Panamá. Assim como a maioria dos passageiros do navio que estavam visitando o país como “day trip”, também decidimos que a prioridade era fazer compras – ainda mais considerando que eu estava grávida e queria aproveitar os ótimos preços do Panamá e comprar um pouco do enxoval pro bebê.

Porém, pessoalmente, acho um super “desperdício” gastar todo o tempo disponível em um local só dentro de um shopping/outlet, etc. Então, além de uma tarde de compras, incluímos o Canal do Panamá no nosso roteiro de um dia, a principal atração do país.




Considerando as “atrações” do nosso roteiro e a distância entre elas e o Porto (e o custo/dificuldades de deslocamento), nessa parada optamos por fazer uma excursão do navio. O nosso cruzeiro ancorou no porto de Colón, cidade no mar do Caribe, bem ao lado de um dos setores de visitantes do Canal do Panamá (Gatún), mas longe dos shoppings na Cidade do Panamá, que fica do outro lado do istmo – no Oceano Pacífico. Cerca de 100km separam as duas cidades.

Como comentei, visitamos as Eclusas de Gatún, do lado do Mar do Caribe. O Canal do Panamá possui 3 eclusas: Miraflores e Pedro Miguel, do lado do Pacífico e Gatún, do lado do Caribe. Apesar de Miraflores ser a mais visitada, devido à proximidade com a Cidade do Panamá, Gatún é considerado o melhor centro de visitantes, já que oferece vistas melhores e mais próximas do canal e é a única com 3 sistemas de barragens. Se é verdade ou não eu não sei, só sei que a visita foi muito interessante e valeu muito à pena!

Eu já tinha até visto uma eclusa em funcionamento antes – no passeio de mini cruzeiro pelo Douro, no Porto – mas nada se compara à grandiosidade do Canal do Panamá, considerada uma das 10 maiores obras de Engenharia do mundo.

COMO CHEGAR

A eclusa de Gatún é a que fica mais próxima ao Porto de Colón (cerca de uns 15 minutos do Porto).

1. Excursão do Cruzeiro: Foi a nossa opção ($77 dólares por pessoa), já incluído o passeio até a Cidade do Panamá e a entrada no Centro de Visitantes de Gatún.

2. De táxi: A partir do Porto de Colón, para quem vai apenas à Gatún ou irá combinar uma visita à Zona Franca. 

3. E se você estiver na Cidade do Panamá... : Para quem vem da capital, e não do Porto de Colón, a melhor opção, pela proximidade, é visitar o centro de visitantes de Miraflores, já que Gatún está há 1 hora de distância. Aí vale “contratar” um taxista e fazer um passeio pela cidade (US$ 150,00 para até duas pessoas, com a equipe do taxista brasileiro Riolando - riolando.fajardo@yahoo.com)

QUANTO CUSTA
A entrada ao centro de visitantes de Gatún custa $7 dólares por pessoa.

A VISITA
Em menos de uma hora dá pra conhecer o centro de visitantes e, o principal: ver o funcionamento das eclusas durante a passagem dos navios.

Programe-se para visitar o Canal de manhã cedo (chegando por volta de 9hs-10hs), pois é, em geral, o horário que a maioria dos navios atravessa as eclusas. Então a chance de ver o Canal em funcionamento é muito maior!

Chegamos por volta de 10hs e conseguimos assistir à passagem completa de um navio, que dura em torno de 40 minutos. Dá pra ver perfeitamente a aproximação do navio, o momento em que é “amarrado” e a transferência de água entre as eclusas realizada, “nivelando” a água para a passagem do navio. As fotos abaixo dão uma ideia de como é o processo! 

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Demos sorte de ter conseguido um lugar na frente no deck de observação, pois havia uma visita escolar (além dos passageiros do navio) e o centro de visitantes estava lotado!

Além de ver a passagem do navio, o visitante também tem a oportunidade de conhecer um pouco da história de construção do canal: a primeira (e fracassada) tentativa, dos franceses; as dificuldades de construção – clima, doenças (em especial a febre amarela) que mataram milhares de trabalhadores; a difícil geologia do local e a solução adotada – eclusas, “elevadores” que abaixam e elevam o nível da água.

O canal foi construído e operado durante 85 anos pelos Estados Unidos. Atualmente, estão em andamento obras de ampliação pelo Panamá, que devem estar concluídos até o próximo ano, pelo Panamá, que é o atual administrador.

A obra, que completa 100 anos desde a sua inauguração, em 15/08/1914 é uma das maiores obras de Engenharia da História e de grande importância comercial, já que cerca de 6% de todos as rotas comerciais marítimas passam por ele (!), diminuindo muito os custos desse tipo de transporte.

13 de agosto de 2014

Itaipava: O “Vale Gourmet” do Rio de Janeiro

Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro, é conhecida como o “Vale Gourmet” do Estado. São vários restaurantes “conceituados”, muitos com chefs de cozinha renomados e de várias especialidades diferentes.

A maioria está localizada no trecho da Estrada União e Indústria que passa pelo centro da cidade.

No final de semana que estivemos por lá, experimentamos a cozinha de dois restaurantes, além do fondue (maravilhoso!) preparado pelo dono da pousada que ficamos hospedados.

Como nada é “perfeito”, os preços costumam acompanhar a boa qualidade da cozinha. Nada exorbitante, mas é bom preparar o bolso.

VAGÃO BEER
Talvez seja a decoração super criativa – o restaurante fica, literalmente, dentro de um vagão de trem! Ou então, a vastíssima carta de cervejas – nacionais e importadas. Ou, ainda, os steaks suculentos com o ponto certinho, ao gosto do cliente, e os molhos e acompanhamentos saborosos (alguém já viu que delícia é um rostie de legumes?). O fato é que o restaurante/bar é um dos principais da cidade – e não é à toa. Além do ótimo custo-benefício, que não é tão fácil de ver em Itaipava.





PARADOR VALENCIA
Esse restaurante fica numa ladeira ao lado da Estrada União e Indústria. O local é simples mas muito autêntico. O dono é um espanhol e o sucesso por lá são as paellas e outros pratos da culinária espanhola, como a seleção de “tapas”.


CERVEJARIA BOHEMIA (Petrópolis)
Na região há duas fábricas de cerveja que oferecem visita guiada: O Beer Tour da Cervejaria Itaipava, em Itaipava, é gratuito, mas é necessário ligar para agendar com antecedência e os horários são pré-determinados. A visita é à fábrica, em produção.

Já em Petrópolis, a Bohemia possui um tour guiado pelo Museu da Cerveja, onde o visitante aprende um pouco sobre a História da bebida, como foi “inventada”, até chegar ao Brasil e os dias atuais. No fim, há uma explicação sobre o processo de fabricação da cerveja, além da degustação, é claro. O tour é pago. 

  
  

OUTRAS ATRAÇÕES
Além de comer muito bem e aproveitar o friozinho da Serra para relaxar, Itaipava também conta com alguns haras abertos ao público para passeios a cavalo, entre outras atividades.

Como estava gestante, não cheguei a visitar nenhum. Perto da pousada onde nos hospedados está o Haras Analu(http://www.cavalosecavalgadas.com/cavalgadas/cavalgada-haras-analu-39/), um dos principais da região, que oferece passeios guiados a cavalo com preços que variam de R$50,00 a R$150,00 por pessoa.





Um dos principais “símbolos” da cidade é o Castelo de Itaipava, entretanto, o local (que atualmente funciona como salão de festas) somente abre para visitas na primeira quinta-feira do mês. Mais informações no site oficial.



 

10 de agosto de 2014

Itaipava: Pousada Quinta do Alto

Após aproveitar a Copa do Mundo no Rio, decidimos passar um fim de semana na Região Serrana, para curtir o friozinho de inverno que (finalmente) tinha chegado e a última chance de um "break" antes do nosso bebê nascer (estava completando 30 semanas de gestação, ou seja, 7 meses e o último trimestre!).

Elegemos a charmosa Itaipava como nossa base, uma vez que já tinha levado meu marido para conhecer Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

Como a idéia principal era descansar e aproveitar o friozinho, então a escolha de uma boa pousada/hotel era essencial! Dessa vez, prezamos um lugar bem confortável, espaçoso e bem aquecido.

Encontramos a Pousada Quinta do Alto, uma pousada nova na cidade que atendia os nossos "pré-requisitos". A escolha não poderia ter sido mais acertada! O local é simplesmente maravilhoso! A começar pelas instalações: quarto com vista para a piscina (que apesar de morrer de vontade, estava super frio pra entrar), espaçoso, linda decoração, tudo bem novo e moderno, confortável e limpo. O ponto alto do quarto foi a lareira, que meu marido se divertiu acendendo (e tentando me ensinar).







O dono, Fernando, e as funcionárias, Maria e Valéria, foram muito atenciosos e simpáticos, sempre preocupados em agradar e nos fizeram sentir em casa.

A pousada conta com um restaurante (preço à parte). Jantamos um fondue de carne que estava delicioso!

Fizemos a reserva pelo site do Booking.com e pagamos R$400 a diária do quarto duplo, com vista para a piscina. O preço é meio salgadinho, mas valeu muito a pena!

O único ponto negativo foi a dificuldade de encontrar a pousada, que fica localizada no Vale do Cuiabá (lugar lindo demais!). Achamos que faltaram algumas placas indicando a entrada da pousada, que fica em um condomínio fechado na Estrada do Cantagalo. Acabamos tendo que ligar para a pousada e o dono veio nos encontrar para nos indicar o caminho.

Ah, o café da manhã é muito gostoso, mas não tem muitas opções (fica no básico pão, queijo, presunto, manteiga, requeijão, café, 1 tipo de bolo e algumas frutas). 



30 de julho de 2014

Dushi, Curaçao!

Por Julie Ana Speedy

Foi unanimidade no navio. No final do cruzeiro, todas as pessoas com quem conversamos tiveram a mesma opinião: Curaçao tinha sido a melhor parada! Pena essa ter sido justamente a parada mais breve. Foram apenas 7 horas na ilha (9hs-16hs), mas foi o suficiente para ter um gostinho desse destino meio europeu/meio caribenho!


Talvez seja isso o que encanta tanto os visitantes. Colônia da Holanda, a ilha parece ser um pedaço da Europa no Caribe, juntando um pouco do que os dois destinos tem a oferecer: a belíssima arquitetura holandesa com as praias paradisíacas do Caribe.

Essa parada também foi a que achamos mais fácil de ser feita por conta própria. Abaixo o passo-a-passo a pé para o centro histórico, sem excursão. Muito tranquilo e fácil!

Logo na saída do navio/píer, chega-se a um caminho tipo um “calçadão” em meio a um jardim (muito bonito e agradável), cheio de placas informativas sobre a história da ilha. No final da caminhada (que é bem rapidinho, não dura nem 5 minutos), logo à direita, está o Rif Fort, uma das principais atrações da ilha. Construído como um Forte para proteger a Baía de ataques de navios, hoje é um dos principais centros de lazer de Curaçao, com muitos bares e restaurantes. O local só funciona na parte da tarde (quando passamos pela manhã, estava fechado), então vale a pena “reservar” um tempinho antes de voltar ao navio para ver melhor o lugar.



Continuando a caminhada, logo na saída do Rif Fort é hora de atravessar para o outro lado da ilha, passando de Otrobanda para Punda, onde está o Centro Histórico. Para atravessar, há duas formas: A ponte de pedestres, chamada “Queen Emma Bridge”, ou as balsas, usadas quando a ponte tem que ser deslocada para a passagem de navios, o que é muito comum, já que Curaçao é um dos principais portos do Caribe, recebendo não apenas cruzeiros mas muitos navios de carga. Nós acabamos usando as duas maneiras: na ida, a balsa e na volta a famosa ponte.




Daí, é só aproveitar a lindíssima Punda (em especial a Rua Handelskade, que fica à beira do canal), com suas coloridas casas de arquitetura holandesa, barzinhos à beira do canal, gente sorridente e o clima do Caribe! Andamos bastante no centrinho (que aliás tem algumas boas lojas para compras, incluindo Victoria Secret´s e MAC) e aproveitamos para tirar as famosas fotos nos letreiros “Curaçao” e “Dushi”. Aliás, essa palavra – “Dushi”- que está por todo o lado e significa “legal, bom” é “a cara” da ilha.








Também passamos no Floating Market, um dos pontos turísticos mais conhecidos da ilha, mas que particularmente, achei muito sem graça. O famoso mercado flutuante são alguns poucos barcos ancorados que montam suas barraquinhas com frutas, peixes e etc. na orla do canal. Pequeno e sem graça, na minha opinião.


Depois de pouco menos de 2 horas perambulando pelo centrinho e tendo feito uma pausa para cafezinho/cerveja, decidimos que era hora de ir pra praia! Perguntamos no barzinho onde pegar um taxista, mas o garçom (que aliás, era holandês), sugeriu que pegássemos uma van/ônibus – mais barato e tão rápido quanto o táxi. E assim fomos nós, rumo à praia do Sea Aquarium. Apesar de saber que haviam outras praias mais bonitas na ilha, essa era a mais próxima do centro, e portanto, mais conveniente para a nossa rápida estadia de “parada de cruzeiro”.









Mas amigo... Difícil imaginar praia mais bonita que aquela! Simplesmente, paraíso!!!! Águas cristalinas e bem azuis (ao contrario de Palm Beach, em Aruba – onde eram mais esverdeadas), mar caminho e areia branquinha. Ok, tenho que confessar. A praia é artificial (ou seja, parte do mar foi aterrado e em cima colocaram areia). Mas, e alguém se importa? O Aterro do Flamengo no Rio deixaria de ser aquele bonito parque por ser aterro? E, no final das contas, grande parte das praias de Curaçao é artificial.


Ah, e outra coisa! A praia é paga, para quem não está hospedado nos hotéis! Acho que foi cerca de $10 dólares por pessoa, mas dá direito a utilizar uma espreguiçadeira. Outro ponto de Curaçao: maioria das praias é paga.

A estrutura é maravilhosa! No fundo da (pequena) faixa de areia, estão os hotéis, quiosques/bares e um shopping(!) (não, vc não leu errado). No shopping tem banheiros (gratuitos), então é tudo bem confortável.

Aproveitamos muito a praia, nadamos, mergulhamos, descansamos e almoçamos um super hambúrguer em um dos quiosques.

Depois de algumas horas aproveitando a praia, pegamos a van de volta para o centro histórico. Nessa hora, é bom ficar atento ao tempo, para quem está visitando a ilha em uma parada de cruzeiro. Apesar de ser super rápido para o centro (menos de 20 minutos), as vans demoram um pouco a passar (acho que ficamos uns 15 minutos esperando – e no meio tempo decidindo se pegaríamos um táxi ou não). Ah, as vans cobram $1 dólar por pessoa e os táxis entre $10 e $15 dólares pela corrida (não tem taxímetro, o preço é combinado antes).

No final, ainda deu tempo de passar uma meia horinha aproveitando a vista em um café no Waterfront, antes de dar continuidade ao nosso cruzeiro.