Planejando uma viagem com o bebê: 5 dicas essenciais

Quem nunca ouviu (ou repetiu) a frase: "vamos aproveitar para viajar agora, pois depois que vierem os filhos não vai ser mais possível...

O rooftop bar do H Niterói Hotel

Sucesso absoluto no exterior, alguns hotéis no Rio de Janeiro também contam com um serviço de “rooftop” bares – que nada mais são do que bares localizados na cobertura do hotel – o que rende vistas incríveis da região ao redor.

Debruçado de frente à Baía de Guanabara está o novíssimo H Niterói Hotel – inaugurado no final de 2013. O hotel possui uma localização privilegiada, no bairro do Ingá, a passos de caminhada do Museu de Arte Contemporânea e da Praia de Icaraí. Com 20 andares, a “estrela” do hotel é a cobertura, que conta com uma piscina (apenas para hóspedes) e um bar aberto ao público em geral.



Não nos hospedamos no hotel (até porque moramos na cidade), mas já fomos algumas vezes contemplar a vista lá de cima no rooftop bar! O hotel indica fazer reserva antecipada, mas todas as vezes fomos na “baixa estação”, sem reserva, e nunca tivemos problema.

O local é perfeito para um drink apreciando o pôr do sol! Que vista! Vale muito a pena, mesmo em dias nublados!







Leia mais...

Chile: Um dia em Valparaíso e Viña del Mar

Quando estava organizando o roteiro da viagem para Santiago do Chile, vi vários artigos em blogs, sites ou revistas de viagem comparando as duas cidades: comidas típicas, clima, passeios. As cidades têm as suas semelhanças, mas em vários aspectos são bem diferentes.

Muitas dessas "características" só são "visíveis" quando a gente conhece as cidades. Mas uma coisa já deu pra perceber de cara, logo na montagem do roteiro: diferente de Buenos Aires, onde o "foco" das viagens costuma ser em conhecer os diferentes bairros da capital Porteña, em Santiago boa parte dos passeios se concentra nos arredores da capital. Seja visitar uma vinícola, conhecer a neve, ou um passeio para as cidades no litoral do Pacífico Valparaíso e Viña del Mar.
 




Assim como nos dois outros passeios para a vinícola e para a neve, decidimos fazer o passeio para Viña del Mar e Valparaíso com uma agência de viagem. Eu realmente não curto passeios com agências, sempre preferi a liberdade de fazer tudo por conta própria e não ter que ficar "preso" a horários/roteiros pré-definidos. Mas, como estávamos com o nosso filho pequeno de 1 ano e 11 meses, decidimos pela "segurança" da agências.

Para os passeios da neve e da vinícola, como comentei nestes posts aqui e aqui, ir com agência foi a melhor decisão. Acredito que, em parte, porque o serviço da agência era basicamente o transfer (transporte até a vinícola/estação de ski). Então tivemos certa liberdade pra encaixar as atividades que a gente queria, no horário que a gente queria e com a duração que a gente queria.

Mas, para o passeio de Valparaíso, me arrependi. O roteiro era totalmente "engessado". A maioria dos horários não batia com os horários da rotina do meu filho. Ele ficou com fome um pouco antes de chegarmos ao restaurante pra almoçar. Quando ele estava animado em correr pelo jardim do museu, era hora de voltar para o ônibus. Quando ele pegou no sono pra soneca da tarde, era hora de sair do ônibus pra andar pela cidade. Nesse post aqui falo sobre dicas de viajar com bebês e a importância de manter uma rotina. Faz muita diferença na viagem!

Enfim, deixo uma dica importante aqui, baseado na minha experiência: Se viajar com crianças, nunca, jamais, contrate um passeio de agência "engessado" como city tours e tal. Vai por mim. A gente até acha que vai ser melhor, mas no final das contas a probabilidade das coisas saírem erradas é grande. 

VIÑA DEL MAR

A primeira parada do tour foi em Viña del Mar. Passamos a manhã toda na cidade.

Viña del Mar é a principal "escapada" de verão para os moradores de Santiago. A cidade lota nos meses mais quentes (de dezembro a fevereiro).

Sei que as cidades são bem próximas entre si (10km de distância entre os centros), então é meio "irresistível" conjugar as duas paradas num único dia. Mas, sinceramente, achei a parada em Viña del Mar totalmente sem graça e desnecessária.

Não que a cidade seja "ruim" - foi a 3ª vez do meu marido no Chile, e em uma viagem anterior ele passou uma semana apenas em Viña del Mar.

A questão é que os grandes atrativos da cidade são mais adequados para quem está sem pressa: caminhar na praia, assistir ao pôr do sol seguido de um jantar, etc. Não é um passeio de (menos de) meio dia.

Mas enfim, as paradas que fizemos foram:

Oceano Pacífico: uma praia ao lado do famoso Hotel Sheraton. Parada mega rápida (15 minutos), só pra colocar as mãos nas águas geladas do Pacífico.




Relógio de Flores: Após a parada na praia, tivemos todos que retornar ao ônibus para visitar o ponto turístico que ficava do outro lado da praia. Sei que o relógio é um dos símbolos da cidade "florida", mas eu particularmente nunca vou entender o fato de ser um "ponto turístico" (como um museu, uma praia, uma rua/bairro histórico).

Museu Fonck: Após o relógio, voltamos ao ônibus para a última parada turística na cidade, em frente ao Museu. Parada totalmente "pega turista". Explico: era feriado e o museu estava fechado. Além disso, a parada era de apenas 20 minutos, tempo insuficiente pra visitar qualquer museu. Mas, é claro, o guia insistentemente comentava que havia uma loja muito "interessante" na esquina vendendo artigos feitos de lápis-lazuli.

Aproveitamos para tirar umas fotos com o moai em frente ao museu e nosso filho amou brincar na grama.




Após, fomos almoçar num restaurante indicado pelo guia. Não me recordo o nome, mas estava bom.

Mas deu pra perceber que a gente não conseguiu "aproveitar" o que Viña del Mar tem a oferecer.

VALPARAÍSO

História

Finalmente no início da tarde seguimos para Valparaíso.

No caminho, o guia nos contou um pouco da história da cidade. Valparaíso foi uma das mais importantes cidades da América nos séculos XVIII e XIX, devido ao seu Porto, escala obrigatória dos navios que iam para o Pacífico desde o Oceano Atlântico. Nesta época, a cidade chegou a ser o principal centro comercial do país, recebendo muitos imigrantes da Europa e outras partes do mundo. Porém, um grave terremoto em 1906 - que dizimou boa parte da população e fez com que as famílias "ricas" se mudassem para Viña del Mar; e a inauguração do Canal do Panamá em 1914 - diminuindo fortemente o movimento no Porto -  fizeram com que a cidade entrasse em decadência. 

A partir da década de 1990 a cidade passou por um processo de revitalização e hoje é um dos principais destinos turísticos do país. A Área Histórica de Valparaíso foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.



Valparaíso cultural


O roteiro do nosso passeio foi totalmente "estipulado" pelo guia. Caminhamos por cerca de 2 horas em algumas ruas entre os Cerros Alegre e Concepción, na área da cidade que é Patrimônio Cultural da UNESCO.


 

Nestes "bairros" é que estão localizados a maior parte da infraestrutura turística da cidade: galerias de arte, restaurantes, bares e hotéis.

"Valpo" é historicamente conhecida por ser a "casa" de diversos artistas - sendo o mais famoso dos seus residentes o poeta Pablo Neruda. Não chegamos a conhecer a sua "casa-museu" na cidade, mas deu pra perceber que a cidade é super "boêmia" e ferve com atrações culturais.

Uma das principais características que eu mais curti é a quantidade de arte de rua: são muitos prédios e paredes grafitados! Muitos mesmo!








Ascensores (Funiculares)

Os "ascensores" - uma espécie de elevador sobre trilhos - são uma das marcas registradas de Valparaíso.

A geografia da cidade lembra um anfiteatro, com a baía e algumas ruas na parte baixa e vários morros no entorno, onde vive a maioria da população.


Os ascensores são, desde 1883, a solução para o deslocamento entre as partes alta e baixa da cidade, uma vez que a geografia com morros e ruas estreitas dificulta o transporte coletivo por ônibus.

Ao final do nosso roteiro pela parte "alta" e "turística" da cidade, descemos para a parte "baixa" pelo ascensor concepción, o mais antigo de Valparaíso, inaugurado em 1883!




Porto

No final do passeio, visitamos a área do Porto de Valparaíso, que como comentei antes, foi um dos mais importantes do mundo no século XVIII.

Infelizmente hoje a área está em decadência. Não curti muito a região (nem tive tempo para "avaliar" melhor). Mas a diferença entre a parte "alta" - turística e cultural - é bem marcante. A área ao redor do porto é suja e sem manutenção, com muitos camelôs e pedintes.



Parte do grupo da excursão fez um passeio de barco pela Baía, mas nós preferimos nos refugiar do calorzão que fazia (27ºC em agosto - pleno inverno!) dentro de um restaurante. 
Leia mais...

Santiago do Chile: Um dia na neve

Quando reservamos as passagens para a viagem a Santiago do Chile, com viagem marcada para agosto deste ano, minha maior expectativa era, finalmente, "conhecer" a neve. 

Este é o desejo de centenas de brasileiros que desembarcam na cidade durante o inverno. Os guias de viagem chegam a fazer piada com a gente, mas é claro que ninguém se importa. O que importa mesmo é fazer esquibunda, jogar neve nos outros, fazer bonecos de neve, brincar, deitar e rolar!



QUANDO IR

Para ter certeza de uma experiência bacana na neve, é preciso ir no "pico de inverno", os meses de julho e agosto. 

Em junho e setembro, ainda há bastante chance, mas depende muito das condições climáticas. Tem ano que já começa a nevar cedo, enquanto em outros anos a temporada de neve só chega mais tarde. 

Por exemplo, agora em 2016, a temporada começou mais cedo (início de junho) mas quando fomos (meados de agosto) a neve já estava diminuindo bastante por conta de duas semanas de "tempo bom" que fez anteriormente.



PREPARAÇÃO - ROUPAS E ACESSÓRIOS

Não queria ficar com frio – óbvio – mas também não queria gastar “uma grana” para apenas um dia na neve. Ainda mais com um bebê / criança pequena que perde roupa tão rápido, seria um desperdício de dinheiro. Tentamos adquirir as roupas pensando no custo benefício.

No frio ou na neve, o importante é se vestir em camadas. Cada camada é com um material específico e possui uma função. Para as camadas superiores dá pra alugar nas estações, mas as camadas inferiores não estão disponíveis para aluguel, então tem que comprar no Brasil ou no Chile. Indico as lojas da Decathlon e Benevento, comprei pelo site no Brasil, as roupas não foram caras e são de boa qualidade, foram suficientes. 
 
Primeira camada ou segunda pele – A função da primeira camada é “impedir” que o corpo perca calor para o ambiente. Ela deve ser bem justa ao corpo, e cobrir todas as partes. Como uma “segunda pele” mesmo. Comprei na Decathlon esses modelos: feminino, masculino e infantil para blusa e feminino, masculino, infantil para calça.  O infantil eles somente tem a partir de 4 anos, meu filho estava prestes a completar 2 anos e como ele era “grandão” serviu. Caso contrário, teria que procurar pelo Chile mesmo. As roupas são com um material tecnológico e aguentam bem o frio. 



Segunda camada – a segunda camada é a parte mais “quente” do vestuário, normalmente o material é o “fleece” que é bem quentinho mas não muito volumoso. Para o meu filho comprei um fleece na Benevento (Tam 2 anos),  e para mim esse fleece da Decathlon. 




Terceira camada – é o casaco/sobretudo que vai em cima das outras camadas. Para uso na neve, o ideal é que o casaco seja de um material que, além de proteger do frio, também seja impermeável. As estações de ski e várias lojas em Santiago alugam roupas de terceira camada – calças e casacos. Fiquei com bastante dúvida com relação a essa parte do vestuário. Pensei em comprar (é um item que dura anos no guarda-roupa), pensei em alugar, mas no final, como não iríamos fazer esportes na neve, usamos um sobretudo que compramos em Londres, para uso na cidade. 

Nas pernas, optamos por calça jeans, que não é adequado para quem vai esquiar/praticar esportes na neve, mas como a gente só ia passear mesmo, não tivemos problema. Já para quem vai esquiar, o ideal é optar por uma calça impermeável por cima da primeira camada. Nas estações de ski ou na parada da van eles alugam. 

Sapato - Outro item "indispensável" no guarda-roupa de quem vai para a neve é um sapato/bota apropriado. Para o sapato, a característica mais importante é ser impermeável. Sem ele, o pé ficaria todo molhado (e frio). Assim como a terceira camada, este item também pode ser alugado em lojas/estações de ski, mas preferimos comprar os nossos. É um calçado que dura anos e vários amigos nos falaram que a qualidade das botas nas lojas de aluguel de ski no Chile são muito ruins. 

Então, optamos por comprar essa bota feminina e essa bota masculina , 100% impermeáveis, na loja da The North Face no Costanera Center. O valor das botas foi muito menor do que no Brasil, cerca de 65% mais barato do que aqui!!!

Para o meu filho, compramos uma bota "outdoor" na Colloky, também no Costanera Center, já que a The North Face não tinha botas no tamanho dele.

Acessórios -  Outra parte muito importante são os acessórios. Não adianta nada estar com 50 casacos e sentir frio no pé, na mão ou na orelha... Comprei essas meias adulto e infantil no Brasil, que são ótimas e foram suficientes. Não levei/comprei/aluguei gorros porque nossos casacos tinham capuz (não senti falta) mas "me dei mal" por estar sem luvas. =( Fiquei com as mãos super geladas mesmo! Então, recomendo não se esquecer deste item!

Aluguel - Para quem preferir alugar os itens, a média de valores é: S8000 pesos (cerca de R$40) por uma calça e casaco (terceira camada - cada item) e R$60 por uma bota impermeável. (Fonte: http://www.skiahorro.cl/arriendo.html). Lembrando que eles não alugam as peças de primeira/segunda camadas! 

Para crianças é muito difícil encontrar itens de vestuário para aluguel.


ONDE IR

Existem 4 estações de ski próximas de Santiago (cerca de 1h-1h30 de viagem). 

Três delas fazem parte do mesmo "complexo" e estão lado a lado: Farellones, La Parva e El Colorado, a aproximadamente 2500 metros de altitude.  

Farellones é a estação de ski mais antiga do país, a mais econômica e a mais popular entre os chilenos que querem "se divertir" na neve. 

Ela é normalmente a mais recomendada para iniciantes e a que oferece opções de entretenimento alternativos ao ski (como tubing, canopy, trenó, entre outros). A infraestrutura da estação é bem simples, mas conta com um restaurante/pub (onde almoçamos, mais detalhes no final do post). 

Por estar em uma altitude mais baixa, Farellones normalmente tem uma temporada de ski mais curta. Quando fomos - em meados de agosto - boa parte da neve na estação já estava começando a derreter. 



Mas a estação de ski no Chile mais famosa, glamourosa, estrelada, etc. etc. é realmente Valle Nevado, a 3200 metros de altitude. Essa é considerada a "melhor" e mais moderna estação de ski na América Latina. Um resort de ski. A estação possui a maior área de ski/snowboard da América do Sul, com várias pistas de diferentes dificuldades. Também conta com aulas (em grupo ou particulares) para adultos e crianças a partir de 3 anos de idade! É diversão para todas as idades. 



E para quem não quer/ não pode praticar esportes, pode optar por um passeio no recém inaugurado teleférico panorâmico (fechado). Ou então aproveitar para relaxar, tomar uma bebida ou "beliscar" algo no bar ou restaurante do complexo. 



Nós não fomos no teleférico por falta de tempo, mas como não era a nossa prioridade, não fez falta. 

Ah, e é claro que tanta infraestrutura se traduz no preço. Valle Nevado é cara.


COMO CHEGAR

Todas as agências de viagem, sites especializados, blogs, hotéis, etc. vão indicar a mesma coisa: contratar um transfer

A viagem de carro por conta própria pode ser muito perigosa. A estrada que leva às estações de ski é antiga e super estreita, as curvas (40 até Farellones e outras 20 até o Valle Nevado) são muito acentuadas. A situação fica ainda mais complicada com neve (é obrigatório o uso de correntes nos pneus neste caso), então para quem não está acostumado a dirigir nessas condições, a viagem por conta própria não é aconselhada, dado o risco de acidentes. 

Com relação ao transfer, há basicamente duas opções: Transporte compartilhado até uma estação de esqui específica (ida e volta no mesmo dia) ou um transporte compartilhado / tour de montanha "panorâmico" com paradas em Valle Nevado e Farellones. 

A primeira opção é ideal para quem vai fazer aulas / aproveitar os esportes de neve em uma estação específica. 

A segunda opção é perfeita para quem apenas quer ter um primeiro contato com a neve. Esta foi a nossa escolha, já que estávamos com uma criança ainda muito pequena pra fazer aulas de ski (Valle Nevado oferece aulas para crianças partir dos 3 anos de idade). Então ficamos com medo de "não ter o que fazer" num centro de ski por várias horas. 



 O PASSEIO PANORÂMICO NAS MONTANHAS

Fizemos o nosso passeio com a Turistour. A van da empresa nos pegou no hotel beeem cedo (pouco antes das 7hs da manhã) e, após passar em vários outros hotéis para buscar passageiros, nos levou até um ponto de encontro. Eu particularmente odeio passeios com agências, acho que se perde tanto tempo. Mas neste caso não tinha como fugir...

Do ponto de encontro, partimos por volta de 8:30hs da manhã num micro-ônibus  em direção à montanha. 

Logo na subida ainda teve uma parada em uma loja para aluguel de roupas / ir ao banheiro / tomar café da manhã. 

Por volta das 10hs da manhã chegamos, finalmente, na primeira parada do nosso destino. Se engana quem acha que foi Farellones. Tampouco Valle Nevado. A primeira parada foi no meio da estrada, entre as duas estações! 

A ideia é proporcionar aos turistas um primeiro contato com a neve. Ficamos "brincando na neve" por cerca de 45 minutos. Deu pra caminhar, fazer guerra de bolinhas de neve, e teve até gente (literalmente) rolando na neve. Eu, sinceramente, adorei. Acho que se o passeio acabasse por ali eu já estaria satisfeita =D 




Meia hora depois chegamos no Valle Nevado. A parada por ali é muito rápida, apenas 1 hora, o que é suficiente apenas para tomar uma bebida. Quem tem intenções de conhecer melhor a estação, pegar o teleférico, etc. deve optar pelo "transfer".



De volta à estrada, descemos a montanha com direção a Farellones. Em Farellones tivemos pouco mais de 3 horas para almoçar e aproveitar a estação. Quem tiver intenção de fazer várias atividades em Farellones, aconselho aproveitar a parada em Valle Nevado para um lanche. 



Por volta de 17hs saímos da estação com retorno à Santiago. Chegamos no hotel já depois das 19hs, super felizes com o dia. Pra gente o passeio valeu super a pena e era exatamente o que esperávamos, dada as nossas limitações: conhecer as montanhas de Santiago e principalmente, ter o primeiro contato com a neve.  

Observação final: Fizemos este passeio em um dia de semana, o que eu sugiro fortemente. Nos fins de semana as estradas pra montanha costumam ficar congestionadas, já que os santiaguinos aproveitam para subir às estações pra passar o dia. 
Leia mais...

Café da manhã no Parque da Cidade - Niterói

Um dos locais mais espetaculares de Niterói é o Parque da Cidade, uma área de preservação ambiental no bairro de São Francisco, a aproximadamente 270 metros de altitude, e com uma vista MAGNÍFICA de alguns bairros da cidade, da baía de Guanabara e de parte do Rio de Janeiro. 

Muitos consideram a vista do Parque da Cidade como a mais bonita do Rio!

Foi a nossa segunda vez visitando o Parque (outras informações neste post), mas foi a primeira vez no Café Sierra e Mar, o espaço que serve o tradicional e concorridíssimo café da manhã da cidade (Sábados, domingos e feriados. De 8:30 às 13hs). 


O preço atual do café da manhã (Novembro/2016) é R$42,90 por pessoa, e dá direito a um buffet liberado com vários tipos de pães, frios, salgados, frutas, sucos, bolos; além de chá, café, leite, chocolate e uma mesa com omeletes e tapioca dos mais variados recheios, preparados na hora.

Crianças até 5 anos de idade não pagam. Para pagamento em dinheiro, o local oferece 10% de desconto. Não é cobrada taxa de serviço.
 

O custo-benefício, considerando os preços praticados no Grande Rio é muito bom, os alimentos oferecidos são saborosos e o atendimento é excelente! 

Uma dica IMPORTANTÍSSIMA é chegar ao local cedo ou, ao menos, fazer uma reserva com antecedência (entre em contato com o café pela página do Facebook). Ficamos com a primeira opção, o que eu sugiro. Além de não enfrentar filas e escolher a mesa ao lado da vista, conseguimos estacionar na parte de cima do parque (as vagas são bem limitadas). Quem chega mais tarde, mesmo com reserva, tem que estacionar na íngreme ladeira de acesso ao parque e subir a pé. Nos dias mais concorridos, os carros chegam a parar na entrada do parque, uns 700 metros abaixo!!!



Chegamos no horário de abertura do café, às 8:30hs e fomos os primeiros a entrar. Quando saímos, uma hora mais tarde, já havia fila pra entrar e (muitos) carros estacionados na estrada de acesso.

Outra atividade super concorrida por lá é o salto de parapente, que deve ser agendado previamente com uma das agências autorizadas a realizar os saltos. Eu (ainda) não tive coragem!



Leia mais...

Santiago do Chile: Visita à vinícola Undurraga


Um dos passeios “must-do” de qualquer turista que visita Santiago pela primeira vez é visitar alguma vinícola nos arredores da cidade. Mesmo para quem (acha que) não curte a bebida, a visita vale muito a pena para conhecer um pouco da cultura e economia do país. Afinal de contas, o Chile é um dos maiores produtores de vinho no mundo! A vitivinicultura (produção de vinhos) é um dos pilares da economia Chilena, que gira em torno de exportação de produtos agropecuários e mineração.

A princípio, quando estávamos montando o roteiro da viagem, consideramos visitar a emblemática Concha y Toro – a maior vinícola do mundo! Mas, como estávamos com uma criança pequena, acabamos optando por uma vinícola de menor porte, já que consideramos que seria mais confortável para a nossa família e teríamos uma experiência mais “autêntica”. Depois de algumas pesquisas e indicações de amigos, acabamos escolhendo visitar a Undurraga. 

COMO CHEGAR

A Vinícola Undurraga fica localizada na cidade de Talagante, região metropolitana, a cerca de 40km de distância do centro de Santiago. Essa região é conhecida como Valle del Maipo, a mais famosa e com maior número de vinícolas do país. 


Para chegar à vinícola, agendamos o passeio da Turistour . A viagem levou cerca de 1h/1h:30, contando o tempo de deslocamento do hotel até o “ponto de encontro” da agência, e de lá até a vinícola.

Para quem estiver de carro, o caminho é tranquilo, as estradas chilenas são boas e a Undurraga conta com estacionamento gratuito para visitantes.

Para os mais aventureiros, também é possível ir de transporte público, em uma itinerário que combina metrô e ônibus. O pessoal do Nós no Chile dá a dica aqui.

A VISITA

O tour guiado começa nos jardins da propriedade, onde o guia começa a explicar o “roteiro” da visita, que dura por volta de 1 hora e 15 minutos. O guia, aliás, é um dos grandes “destaques” do tour: um senhor super simpático e brincalhão que já trabalha há mais de 40 anos na propriedade e sabe como ninguém “conquistar” os “clientes” brasileiros – a maior parte dos visitantes na vinícola. 

Uma das partes mais interessantes – na minha opinião – é conhecer a história da uva Carmenère, variedade mais emblemática do Chile. No século XIX, uma praga (filoxera) dizimou grande parte dos vinhedos do mundo e as plantações de Carmenere, mais sensível à praga, desapareceram por completo e foram substituídas por outras castas menos sensíveis, como a Merlot.

Julgada extinta, a Carmenere foi redescoberta na década de 90 no Chile, por especialistas que, após alguns estudos, concluíram que parte das plantações eram da antiga variedade de Carmènere, e estavam sendo inadvertidamente misturadas com o Merlot.

Acontece que o Chile possui uma poderosa barreira natural: a leste a Cordilheira dos Andes, a oeste o Oceano Pacífico, a norte o Deserto de Atacama, ao sul os Glaciares e, conjugado com o solo rico em cobre, fizeram com que a praga filoxera não atingisse o país. Porém, como a vitivinicultura foi “deixada de lado” por muitos anos no país, ninguém “percebeu” que a carmenere ainda “existia” por lá.

O tour continua para a área das plantações. Durante o inverno é a época da entressafra, então as videiras estavam todas “secas”, sem folhas ou uvas. De qualquer modo, a vista é interessante e dá pra ter uma ideia da plantação. 


A Undurraga possui várias áreas de cultivo, tanto no Valle do Maipo quanto em outros “vales” no país. A área que visitamos, na sede da propriedade, é a menor área para cultivo, mas é para lá que toda a produção é transportada até ser maturada/engarrafada/etc.

Após, visitamos as caves onde os vinhos são maturados nos barris. 

No final acontece o momento mais esperado! Hehehe: a degustação. Na Undurraga são oferecidos 4 tipos de vinho para degustação: 

Começamos com o T.H., um sauvignon blanc, em seguida o Sibaris, um cabernet sauvignon, depois o Founder´s Collection, um carmènere e finalizamos no Late Harvest da Undurraga, um tipo de vinho beeeeem doce para ser degustado como “aperitivo”, ao fim da refeição. 

Em qualquer vinícola, a ordem da degustação é sempre essa. Sempre se começa com o vinho branco “mais fraco” e vai seguindo para os tintos “mais fortes”.

No final, ganhamos de presente as taças da degustação =) 


O tour, é claro, finaliza na loja da vinícola, onde é possível comprar, além dos vinhos, outros produtos como cremes para as mãos, sabonete, etc. tudo feito com as uvas. 



QUANTO CUSTA

O nosso tour com a Turistour custou $29.000 pesos chilenos por pessoa (cerca de R$150), já incluído transporte e o tour na vinícola com degustação.

Para quem vai por conta própria, o tour Sibaris da Undurraga, o que fizemos, custa $10.000 pesos chilenos por pessoa (cerca de R$50). O tour deve ser reservado com pelo menos 1 dia de antecedência.
Leia mais...