18 de novembro de 2014

Onde se hospedar em Trancoso: Pousada Quarto Crescente

Uma das hospedagens mais "tradicionais" de Trancoso é a Pousada Quarto Crescente (atualmente classificada como a segunda melhor pousada da vila, no site do Trip Advisor). Sabe aquele lugar bom, bonito e barato? Pois é... A Pousada Quarto Crescente é assim.


Baseado nas ótimas avaliações e no preço da diária, escolhemos a pousada como nossa hospedagem em Trancoso.

Chegamos na Quarto Crescente no inicio da noite, após uma longa viagem que incluiu o vôo Rio - Porto Seguro com escala em Guarulhos, táxi, travessia de balsa e ônibus (ufa!). A pousada é dirigida por uma família (casal e seus dois filhos) e fomos muito bem recebidos por um dos filhos dos donos, que nos mostrou a pousada (e por conta do meu marido a "explicação" foi toda em inglês!). E, logo em seguida, já tomamos um delicioso lanchinho da tarde, que é oferecido gratuitamente e diariamente para todos os hóspedes, entre 18 e 20hs. O lanche (bolos, café e chá) é realmente um super plus da pousada, ainda mais depois de toda a viagem para chegar até lá (eu estava realmente morrendo de fome).

Os donos e todos os funcionários da pousada são super gentis e atenciosos. A filha dos donos, Joana, certamente tem como "meta" engordar os hóspedes, pois sempre insistia pra gente comer "um pouquinho mais" no café da manhã e lanche da tarde.

Falando no café, tudo é delicioso e muito fresquinho, com destaque para a tapioca servida no café da manhã.

Quanto aos quartos, são bem limpos e todos contam com ar condicionado e varanda com rede.




Enfim, é uma ótima pousada, com bom custo-benefício. Mas... como nada é perfeito... Deixo apenas algumas ressalvas sobre o local:

- a área do café da manhã é muito pequena para a quantidade de hóspedes. No nosso último dia, vimos algumas pessoas esperando em pé por uma mesa disponível...

- o banheiro não tem box/cortina ou afins... Ou seja, quando tomávamos banho, "alagava" tudo.

Ah, último comentário: a pousada faz mais o estilo "familiar" (leia-se casal com crianças). Para quem vai como casal, esperando umas férias românticas, acho melhor escolher outra pousada (há algumas outras com ótimas avaliações e na mesma faixa de preços da Quarto Crescente, que parecem fazer a linha mais para casal).

Como chegar em Trancoso (e Arraial D´Ajuda)

Não é à toa que Trancoso ficou meio que "escondida" por tanto tempo, e só passou a despontar como destino turístico na última década. Ainda hoje, o acesso até a vila não é dos mais simples!

O aeroporto mais próximo de Trancoso é Porto Seguro (cerca de 70 km de distância). Apesar da distância não tão longa, a "viagem" até Trancoso pode ser bem cansativa! São basicamente três formas de chegar:

1. Pagando (caro) em um táxi:  o valor é cerca de R$ 200 a corrida. Além disso, a maioria dos táxis não costuma fazer a rota mais curta (que inclui a travessia de balsa pelo rio Buranhen). Dessa forma, o trajeto costuma levar mais de 1 hora.

2. Pela balsa - Trajeto mais econômico para chegar em Trancoso. É preciso pegar um táxi até a balsa, a partir do aeroporto de Porto Seguro (cerca de R$25 a corrida, trajeto feito em uns 15 minutos). A balsa Porto Seguro - Arraial D´Ajuda custa R$3,50 por pessoa, e somente é cobrado o valor no sentido Arraial D´Ajuda (ou seja, a volta para Porto Seguro é gratuita). A travessia não leva nem 5 minutos. 
Aí vem a parte mais demorada. Chegando em Arraial D´Ajuda, há uma praça com vans para o centro e ônibus (bem "velhinhos") para Trancoso. A passagem nos ônibus custa R$12 por pessoa e o trajeto dura cerca de 1 hora. Confesso que estava com medo do ônibus (não que sejam precários, mas são meio velhinhos e não muito "bonitos"), mas a viagem é bem tranquila. 
O ponto final do ônibus fica numa praça no Centro de Trancoso, cerca de 10 minutos a pé do Quadrado. 




3. Ainda há a possibilidade de alugar um carro no aeroporto de Porto Seguro (GPS indispensável!). 

Enfim, achei o transporte na região meio precário, para um destino que está tão visado e "na moda", o Governo poderia investir em melhorar o transporte e as condições das estradas. Até o aeroporto de Porto Seguro é meio bagunçado... Filas do check-in super lotadas (vários vôos no mesmo horário e o aeroporto não suporta a demanda!), confusão e (pasmem!) até falta um aparelho de raio-x ou inspeção de segurança eficiente para entrada na sala de embarque...

4 de novembro de 2014

Trancoso, a vila hippie chic da Bahia

Por Julie Ana Speedy

Já perceberam que volta e meia aparece um pequeno vilarejo ou colônia de pescadores, lugar bonito e tranquilo, que de repente "bomba" e fica na moda entre os turistas? Já foi assim com Jericoacoara e Canoa Quebrada no Ceará, Morro de São Paulo na Bahia... De uns tempos pra cá um destino que também despontou como "hippie-chique" é Trancoso, também no belíssimo estado da Bahia.

A vila foi se consolidando como destino turístico e aos poucos foi agradando e virou febre principalmente entre os endinheirados. Vários milionários, artistas e gente famosa decidiram passar férias na cidade... Aí pronto! A cidadezinha ganhou fama!

A impressão quando se chega em Trancoso é realmente essa... Um lugar bem simples, rústico, mas com ares de sofisticação (e alguns precinhos bem salgados...). A cidade é linda, mas, particularmente, não achei essa coca-cola toda não... A infraestrutura deixa um pouco a desejar e a noite no Quadrado é meio morna. Mas vale a pena pra quem quer descansar (ou tem muito dinheiro pra aproveitar as super festas particulares).


O QUE FAZER?

As principais atividades na cidade são: 


1. Curtir o ponto principal, o famoso Quadrado, uma pracinha (apesar do nome, em formato retangular) com uma igreja no final e várias casinhas coloridas ao redor. A maioria dessas casas hoje são lojas ou restaurantes e bares, que abrem no início da noite, quando o pessoal tá voltando da praia.




2. Claro, aproveitar as praias. As praias centrais ficam a uns 15-20 minutos de caminhada do Quadrado. Não é muito perto porque a cidade fica tipo numa encosta, então tem que fazer uma pequena trilha para descer até as praias. A Praia dos Nativos é onde ficam os principais clubes de praia da cidade e barracas. A Praia dos Coqueiros é mais tranquila, mas ainda conta com infraestrutura (barracas, etc). A Praia do Rio da Barra é lindíssima, mas está a mais de 40 minutos de caminhada da Praia dos Nativos e quase não tem infra nenhuma. 






3.Curtir os clubes de Praia. O valor por pessoa depende da época do ano (alta ou baixa temporada) e do clube. Fomos em janeiro, uma semana depois do Reveillon, e o valor pra passar um dia e ter o direito de usar a infraestrutura do clube estava em torno de R$200 - R$300 por pessoa, convertido em consumação (bebidas e petiscos). 



4. Aproveitar a noite em Trancoso. Apesar de bem tranquila e sem grandes opções, a noite em Trancoso é muito gostosa. Apenas os bares tem energia elétrica (a praça fica toda escura), e as mesinhas do lado de fora ganham luzes à vela. Fica um clima gostoso de cidade do interior!






PORTO SEGURO OU TRANCOSO?

Depende muito do gosto de cada um, mas, particularmente, eu escolheria (mil vezes!) Trancoso. Apesar da vida noturna ser menos agitada (ainda assim há vários restaurantes bacanas), o vilarejo é mais "bem cuidado" e charmoso que Porto Seguro.

7 de outubro de 2014

Floresta da Tijuca: A Vista Chinesa

Por Julie Ana Speedy

A Vista Chinesa, localizada na Floresta da Tijuca, é conhecida como um dos mirantes mais lindos da cidade do Rio de Janeiro.

Durante muitos anos, o local sofreu com a falta de manutenção e os altos índices de violência, que assustavam e afugentavam os visitantes.

Porém, atualmente, a segurança está voltando – e os turistas também – o que torna o lugar um ótimo programa de domingo!



COMO CHEGAR

Não há transporte público para a Vista Chinesa, o turista que quiser visitar o local tem, basicamente, as seguintes opções:

- BICICLETA / A PÉ: Para quem estiver em boa forma física e quiser “arriscar” ir de transporte público, é possível pegar o ônibus 409 (Saens Peña / Horto), direção Horto, e descer no ponto final. É o ônibus que deixa mais próximo à Vista Chinesa. Até lá, porém, são mais de 4km em uma estrada bem íngreme por dentro do Parque Nacional da Floresta da Tijuca. Tem que “ter perna”, porque a subida não é fácil! Nos finais de semana sempre tem vários ciclistas fazendo o percurso.

Obs.: Por questões de segurança, para quem for a pé, é melhor escolher o fim de semana e nunca ir desacompanhado! O local já está bem mais seguro, mas é bom estar atento!

- TÁXI: Outra opção é o táxi. Mas aí o turista terá que “contratar” o taxista pra levar até lá em cima e ficar um tempinho esperando (em cerca de 20 minutos já é possível ver e aproveitar o local. Só tem o mirante mesmo!). Não há ponto de táxi para voltar, por isso é importante combinar com o taxista! A corrida de Copacabana até a Vista Chinesa sai por volta de R$30,00 por corrida (mais o tempo de espera).

- AGÊNCIA DE TURISMO: Várias agências de turismo organizam passeio pela Floresta da Tijuca em jipes, com paradas nos mirantes (Dona Marta, Vista Chinesa, etc.). O turista pode verificar no hotel as agencias que oferecem o passeio (em média R$100 por pessoa).

- CARRO: Para quem mora na cidade e ainda nunca visitou a Vista Chinesa, ou está “turistando” na cidade com carro alugado. São vários acessos para a Vista Chinesa: a partir da Zona Sul - Jardim Botânico (Rua Pacheco Leão), o acesso mais usado; ou a partir do Alto da Boa Vista – Tijuca; ou ainda a partir de São Conrado (Estrada das Canoas).

A VISITA

Como comentei antes, o passeio à Vista Chinesa é basicamente só o mirante para fotos e o caminho, por dentro da Floresta da Tijuca. Lá em cima não tem área para lanches, piquenique, etc. Mas, vale muito a pena! A vista é simplesmente deslumbrante! Corcovado, Pão de Açúcar, as praias do Rio e mais a Floresta da Tijuca!

E, claro, também tem o pavilhão chinês, construído no início do século XX em homenagem aos trabalhadores chineses que vieram de Macau trabalhar no Rio de Janeiro (com plantação de chá, na área aos fundos do Jardim Botânico).





Um pouco mais à frente está outro mirante lindo, a Mesa do Imperador. O local era utilizado para lazer da Família Real.

Tanto ao redor da Vista Chinesa quanto na Mesa do Imperador tem vários macaquinhos que ficam “posando” pras fotos. O aconselhável é NÃO oferecer comida aos animais, porque eles, às vezes, podem se tornar um pouco agressivos e “pular” em cima dos visitantes. Um dos macaquinhos que vimos por lá só tinha um braço e uma perna... Provavelmente fruto da maldade de alguém que se aborreceu porque o macaco “roubou” comida ou “invadiu” algum lugar que “não deveria” (me lembro de ter visto várias reportagens sobre os moradores da área do Jardim Botânico e Horto machucarem e até matarem os macacos da região que entravam nas casas em busca de comida).

Aproveite para incluir a visita à Vista Chinesa num dos roteiros no Rio de Janeiro!





1 de outubro de 2014

Compras no Panamá

Por Julie Ana Speedy

O Panamá está despontando como mais uma opção de “destino para compras” para os brasileiros e latinos. Com preços muito atrativos (muitas vezes tão bons quanto nos Estados Unidos), principalmente em eletrônicos e roupas, várias lojas americanas (como Gap, MAC, Tommy Hilfiger), produtos confiáveis e baixos impostos, o país aproveita o fato de tanta gente estar de passagem por lá, para começar a cativar esses turistas (pra gastar dinheiro no país!).

Shopping Metromall

A Cidade do Panamá é uma moderna metrópole, com vários shopping centers. Um dos que mais agrada aos turistas é o Shopping Metromall, que fica bem próximo ao Aeroporto de Tocumen (menos de 10km de distância). O shopping oferece, inclusive, uma van gratuita para o aeroporto, a cada meia hora. Ou seja, uma “mão na roda” pra quem está fazendo uma escala longa e quer fazer umas comprinhas.

Nós fomos ao shopping Metromall, mas a partir da excursão do cruzeiro, num passeio que incluiu uma visita ao Canal do Panamá.

O shopping tem muitas lojas – desde as mais “famosas” como Victoria´s Secrets, GAP, Lacoste, até lojas do país, como a AudioFoto, que é a melhor loja para compra de eletrônicos. Todos os preços são muito mais baratos que no Brasil e praticamente o mesmo valor dos Estados Unidos.

Nós tivemos cerca de 4 horas no shopping e compramos muita coisa pro nosso enxoval na GAP e MotherCare, que é uma loja britânica de artigos para bebês. Pena que a loja era pequena e não tinha muitas opções, mas em geral os preços eram 50% mais baratos que aqui no Brasil. 


Aeroporto de Tocumen – “Duty Free shops”

O aeroporto internacional do Panamá é conhecido como o “hub das Américas”. Devido à sua posição geográfica - e à importância da companhia aérea do país, a Copa Airlines - o aeroporto é parada de escala para vários voos entre as Américas do Norte / Central e América do Sul.


O aeroporto é quase um shopping, com dezenas de lojas vendendo diferentes artigos a “imposto zero”. Entretanto, não é a melhor opção para quem dispõe de mais tempo, pois fora do aeroporto os preços são bem mais em conta e há muito mais opções. A regra básica é: quem tem mais de 5 horas de escala no Tocumen, já pode pensar em sair e aproveitar as compras na cidade do Panamá.

Para quem tem menos tempo (como foi o nosso caso!), o jeito é “se conformar” e aproveitar as lojas de lá, que incluem MAC, Lacoste e La Riviera (loja de perfumes, maquiagem e artigos de beleza).

Zona Franca de Colón

Outra opção de compras no Panamá, principalmente para quem desembarca no país nos cruzeiros. Nós não chegamos a ir lá, mas os nossos “companheiros de mesa do jantar” no navio foram e confirmaram o que a gente “suspeitava”: várias lojas de rua (estilo Ciudad del Este, no Paraguai), vendendo a grande maioria eletrônicos e tênis. Para quem vai buscando especificamente (e apenas) esses itens, pode ser uma boa ideia.

16 de agosto de 2014

Visitando o Canal do Panamá

A nossa última parada do cruzeiro foi o Panamá. Assim como a maioria dos passageiros do navio que estavam visitando o país como “day trip”, também decidimos que a prioridade era fazer compras – ainda mais considerando que eu estava grávida e queria aproveitar os ótimos preços do Panamá e comprar um pouco do enxoval pro bebê.

Porém, pessoalmente, acho um super “desperdício” gastar todo o tempo disponível em um local só dentro de um shopping/outlet, etc. Então, além de uma tarde de compras, incluímos o Canal do Panamá no nosso roteiro de um dia, a principal atração do país.




Considerando as “atrações” do nosso roteiro e a distância entre elas e o Porto (e o custo/dificuldades de deslocamento), nessa parada optamos por fazer uma excursão do navio. O nosso cruzeiro ancorou no porto de Colón, cidade no mar do Caribe, bem ao lado de um dos setores de visitantes do Canal do Panamá (Gatún), mas longe dos shoppings na Cidade do Panamá, que fica do outro lado do istmo – no Oceano Pacífico. Cerca de 100km separam as duas cidades.

Como comentei, visitamos as Eclusas de Gatún, do lado do Mar do Caribe. O Canal do Panamá possui 3 eclusas: Miraflores e Pedro Miguel, do lado do Pacífico e Gatún, do lado do Caribe. Apesar de Miraflores ser a mais visitada, devido à proximidade com a Cidade do Panamá, Gatún é considerado o melhor centro de visitantes, já que oferece vistas melhores e mais próximas do canal e é a única com 3 sistemas de barragens. Se é verdade ou não eu não sei, só sei que a visita foi muito interessante e valeu muito à pena!

Eu já tinha até visto uma eclusa em funcionamento antes – no passeio de mini cruzeiro pelo Douro, no Porto – mas nada se compara à grandiosidade do Canal do Panamá, considerada uma das 10 maiores obras de Engenharia do mundo.

COMO CHEGAR

A eclusa de Gatún é a que fica mais próxima ao Porto de Colón (cerca de uns 15 minutos do Porto).

1. Excursão do Cruzeiro: Foi a nossa opção ($77 dólares por pessoa), já incluído o passeio até a Cidade do Panamá e a entrada no Centro de Visitantes de Gatún.

2. De táxi: A partir do Porto de Colón, para quem vai apenas à Gatún ou irá combinar uma visita à Zona Franca. 

3. E se você estiver na Cidade do Panamá... : Para quem vem da capital, e não do Porto de Colón, a melhor opção, pela proximidade, é visitar o centro de visitantes de Miraflores, já que Gatún está há 1 hora de distância. Aí vale “contratar” um taxista e fazer um passeio pela cidade (US$ 150,00 para até duas pessoas, com a equipe do taxista brasileiro Riolando - riolando.fajardo@yahoo.com)

QUANTO CUSTA
A entrada ao centro de visitantes de Gatún custa $7 dólares por pessoa.

A VISITA
Em menos de uma hora dá pra conhecer o centro de visitantes e, o principal: ver o funcionamento das eclusas durante a passagem dos navios.

Programe-se para visitar o Canal de manhã cedo (chegando por volta de 9hs-10hs), pois é, em geral, o horário que a maioria dos navios atravessa as eclusas. Então a chance de ver o Canal em funcionamento é muito maior!

Chegamos por volta de 10hs e conseguimos assistir à passagem completa de um navio, que dura em torno de 40 minutos. Dá pra ver perfeitamente a aproximação do navio, o momento em que é “amarrado” e a transferência de água entre as eclusas realizada, “nivelando” a água para a passagem do navio. As fotos abaixo dão uma ideia de como é o processo! 

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Demos sorte de ter conseguido um lugar na frente no deck de observação, pois havia uma visita escolar (além dos passageiros do navio) e o centro de visitantes estava lotado!

Além de ver a passagem do navio, o visitante também tem a oportunidade de conhecer um pouco da história de construção do canal: a primeira (e fracassada) tentativa, dos franceses; as dificuldades de construção – clima, doenças (em especial a febre amarela) que mataram milhares de trabalhadores; a difícil geologia do local e a solução adotada – eclusas, “elevadores” que abaixam e elevam o nível da água.

O canal foi construído e operado durante 85 anos pelos Estados Unidos. Atualmente, estão em andamento obras de ampliação pelo Panamá, que devem estar concluídos até o próximo ano, pelo Panamá, que é o atual administrador.

A obra, que completa 100 anos desde a sua inauguração, em 15/08/1914 é uma das maiores obras de Engenharia da História e de grande importância comercial, já que cerca de 6% de todos as rotas comerciais marítimas passam por ele (!), diminuindo muito os custos desse tipo de transporte.

13 de agosto de 2014

Itaipava: O “Vale Gourmet” do Rio de Janeiro

Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro, é conhecida como o “Vale Gourmet” do Estado. São vários restaurantes “conceituados”, muitos com chefs de cozinha renomados e de várias especialidades diferentes.

A maioria está localizada no trecho da Estrada União e Indústria que passa pelo centro da cidade.

No final de semana que estivemos por lá, experimentamos a cozinha de dois restaurantes, além do fondue (maravilhoso!) preparado pelo dono da pousada que ficamos hospedados.

Como nada é “perfeito”, os preços costumam acompanhar a boa qualidade da cozinha. Nada exorbitante, mas é bom preparar o bolso.

VAGÃO BEER
Talvez seja a decoração super criativa – o restaurante fica, literalmente, dentro de um vagão de trem! Ou então, a vastíssima carta de cervejas – nacionais e importadas. Ou, ainda, os steaks suculentos com o ponto certinho, ao gosto do cliente, e os molhos e acompanhamentos saborosos (alguém já viu que delícia é um rostie de legumes?). O fato é que o restaurante/bar é um dos principais da cidade – e não é à toa. Além do ótimo custo-benefício, que não é tão fácil de ver em Itaipava.





PARADOR VALENCIA
Esse restaurante fica numa ladeira ao lado da Estrada União e Indústria. O local é simples mas muito autêntico. O dono é um espanhol e o sucesso por lá são as paellas e outros pratos da culinária espanhola, como a seleção de “tapas”.


CERVEJARIA BOHEMIA (Petrópolis)
Na região há duas fábricas de cerveja que oferecem visita guiada: O Beer Tour da Cervejaria Itaipava, em Itaipava, é gratuito, mas é necessário ligar para agendar com antecedência e os horários são pré-determinados. A visita é à fábrica, em produção.

Já em Petrópolis, a Bohemia possui um tour guiado pelo Museu da Cerveja, onde o visitante aprende um pouco sobre a História da bebida, como foi “inventada”, até chegar ao Brasil e os dias atuais. No fim, há uma explicação sobre o processo de fabricação da cerveja, além da degustação, é claro. O tour é pago. 

  
  

OUTRAS ATRAÇÕES
Além de comer muito bem e aproveitar o friozinho da Serra para relaxar, Itaipava também conta com alguns haras abertos ao público para passeios a cavalo, entre outras atividades.

Como estava gestante, não cheguei a visitar nenhum. Perto da pousada onde nos hospedados está o Haras Analu(http://www.cavalosecavalgadas.com/cavalgadas/cavalgada-haras-analu-39/), um dos principais da região, que oferece passeios guiados a cavalo com preços que variam de R$50,00 a R$150,00 por pessoa.





Um dos principais “símbolos” da cidade é o Castelo de Itaipava, entretanto, o local (que atualmente funciona como salão de festas) somente abre para visitas na primeira quinta-feira do mês. Mais informações no site oficial.



 

10 de agosto de 2014

Itaipava: Pousada Quinta do Alto

Após aproveitar a Copa do Mundo no Rio, decidimos passar um fim de semana na Região Serrana, para curtir o friozinho de inverno que (finalmente) tinha chegado e a última chance de um "break" antes do nosso bebê nascer (estava completando 30 semanas de gestação, ou seja, 7 meses e o último trimestre!).

Elegemos a charmosa Itaipava como nossa base, uma vez que já tinha levado meu marido para conhecer Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

Como a idéia principal era descansar e aproveitar o friozinho, então a escolha de uma boa pousada/hotel era essencial! Dessa vez, prezamos um lugar bem confortável, espaçoso e bem aquecido.

Encontramos a Pousada Quinta do Alto, uma pousada nova na cidade que atendia os nossos "pré-requisitos". A escolha não poderia ter sido mais acertada! O local é simplesmente maravilhoso! A começar pelas instalações: quarto com vista para a piscina (que apesar de morrer de vontade, estava super frio pra entrar), espaçoso, linda decoração, tudo bem novo e moderno, confortável e limpo. O ponto alto do quarto foi a lareira, que meu marido se divertiu acendendo (e tentando me ensinar).







O dono, Fernando, e as funcionárias, Maria e Valéria, foram muito atenciosos e simpáticos, sempre preocupados em agradar e nos fizeram sentir em casa.

A pousada conta com um restaurante (preço à parte). Jantamos um fondue de carne que estava delicioso!

Fizemos a reserva pelo site do Booking.com e pagamos R$400 a diária do quarto duplo, com vista para a piscina. O preço é meio salgadinho, mas valeu muito a pena!

O único ponto negativo foi a dificuldade de encontrar a pousada, que fica localizada no Vale do Cuiabá (lugar lindo demais!). Achamos que faltaram algumas placas indicando a entrada da pousada, que fica em um condomínio fechado na Estrada do Cantagalo. Acabamos tendo que ligar para a pousada e o dono veio nos encontrar para nos indicar o caminho.

Ah, o café da manhã é muito gostoso, mas não tem muitas opções (fica no básico pão, queijo, presunto, manteiga, requeijão, café, 1 tipo de bolo e algumas frutas).