Planejando uma viagem com o bebê: 5 dicas essenciais

Quem nunca ouviu (ou repetiu) a frase: "vamos aproveitar para viajar agora, pois depois que vierem os filhos não vai ser mais possível...

A Veneza dos apaixonados

É praticamente impossível descrever a beleza e magia de Veneza. Esta, definitivamente, não é uma cidade qualquer. É única. Afinal de contas, em que outro lugar do mundo todas as ruas são substituídas por canais e o único meio de transporte possível é pela água?

Logo na chegada, tanto pela estação de trens de Santa Lucia, quanto pelo terminal de ônibus, é impressionante a vista da cidade. Realmente de cair o queixo. E, ao cruzar cada ponte, ao caminhar cada centímetro, um novo cenário, ainda mais maravilhoso, surge.




Veneza é conhecida como a cidade dos apaixonados. Um local perfeito para lua-de-mel, para aproveitar bons momentos com a pessoa amada. Mas, quem está sozinho, também pode aproveitar o clima de romance. É que certamente irá se apaixonar pela pequena cidade.

A melhor forma de desbravar a serenissima, como é conhecida, é caminhando sem destino, apreciando a paisagem. A geografia da cidade é propícia para os pedestres. Além disso, um mapa aqui é praticamente inútil.  Não que seja fácil encontrar algum endereço, pelo contrário. A infinidade de becos, pontes e ruelas certamente faz com que qualquer um que não a conheça se perca. Estando ou não com mapas.

Mas esta é a graça! Estar em Veneza e não se perder? Não desvendar o seu charme, não ficar longe da multidão de turistas que somente procuram os locais óbvios? Seria melhor então nem ir...Somente assim é possível conferir a autêntica Veneza.
Apesar que o trajeto para os principais pontos da cidade, como a Ponte Rialto, Piazza San Marco e Estação de Trens, é bem sinalizado. Em qualquer ruazinha haverá uma placa. E convenhamos, Veneza é uma ilha, e muito pequena. Não tem como se "perder muito". Então, como diriam os mais animados, se joga!




Para os que procuram a segunda forma possível de se deslocar pela cidade, ou seja, pelos canais, a maneira mais barata de fazê-lo é utilizando o vaporetto, os "ônibus aquáticos". Tal qual um ônibus, existem diversas linhas, com diferentes itinerários. A principal, é a #1, que percorre toda a extensão do Grande Canal. E o turista esperto saberá se aproveitar disso. É que embarcar nesta linha, no ponto final, e ir até a última estação é como embarcar num daqueles ônibus turísticos.

Para tornar a viagem ainda mais interessante é conveniente escolher os primeiros ou últimos lugares da embarcação, na parte descoberta (se o clima permitir); assim tem-se uma melhor vista do passeio. E também, tomar o cuidado de embarcar no vaporetto no sentido oposto ao da maioria, para evitar multidões (ou seja, sentido Piazzale Roma durante a manhã ou San Marco durante a noite).


Seria impossível falar em Veneza e não lembrar das gôndolas. Essa é a embarcação mais conhecida da cidade e o sonho de consumo de 10 em cada 10 turistas. Porém, vale a pena refletir se a experiência realmente valerá a pena. É que um passeio de 40 minutos sai por nada menos de €80. E não é tão romântico quanto se imagina. Com milhares de pessoas ao redor e na companhia de um gondoleiro, muitas vezes antipático. E que não canta...
Porém, para os que realmente sonham com o passeio, faça-o. E também, se estiver em grupo e quiser economizar, o preço pode ser dividido para até 6 pessoas, que é a capacidade máxima da gôndola.


Voltando à terra firme, é hora de conhecer a principal área da cidade - e a mais visitada pelos turistas. A Piazza San Marco, referenciada por Napoleão Bonaparte como "a sala de visitas da Europa". Na praça encontram-se três atrações reunidas em um só lugar: a maravilhosa Basílica di San Marco, em estilo bizantino; o Palazzo Ducale (Palácio dos Duques) e a imponente Torre do Relógio, de onde é possível ter uma vista panorâmica deslumbrante de Veneza.



Quem tem a oportunidade de passar um pernoite em Veneza descubrirá sua outra face: mais vazia, calma, silenciosa, sem a multidão dos turistas que fazem da cidade uma excursão de um dia. Mas, ainda assim, apaixonante.

O QUE VISITAR 

Basílica de São Marcos: A basílica está aberta à visitação, de segunda à sábado, de 10 às 17horas, e aos domingos, de 14 às 17hs. O ingresso é gratuito.
No site oficial, é possível agendar horário para a visita, que permite evitar as longas filas de espera. O custo para a reserva é de €1 por pessoa.

Palazzo Ducale: O horário de funcionamento é de 8:30 às 19hs, nos meses de abril a outubro e até às 17:30hs nos outros meses do ano. A bilheteria encerra uma hora antes. O ingresso custa €14.
Mais informações na página oficial do Palazzo.

Torre do Relógio: Aberto diariamente de 9 às 21hs durante o verão, e até às 19hs nos outros meses do ano. A entrada custa €8.

Passeio de gôndola: O preço do passeio é de €80 por 40 minutos, para até 6 pessoas. Os itinerários disponíveis podem ser conferidos no site oficial dos gondoleiros:  www.gondolavenezia.it.

TRANSPORTES

Como chegar: Por trem, desembarcando na estação Venezia Santa Lucia. Não confundir com a estação Venezia Mestre, que se trata de outro local. No site da Trenitalia há como consultar as tarifas das passagens, a partir de várias cidades.
Também há a opção dos ônibus, principalmente para quem chega pelos aeroportos da cidade. A passagem do aeroporto Marco Polo até a estação de ônibus de Veneza custa €5. Mais informações no site oficial da empresa de transportes de Veneza. 

Circulando: O bilhete simples para o vaporetto custa €6,50 e é válido por 60 minutos. Outras opções são o bilhete de 12 horas, com o custo de €16, o de 24 horas, com o custo de €18, entre outros. Neste período é possível reembarcar quantas vezes quiser. Informações atualizadas no site oficial da empresa de transportes de Veneza.

DICAS 

Não custa nada repetir: não tenha medo de se perder!

Para entrar na Basílica, é necessário estar vestido adequadamente. Mulheres com saias curtas, tops, decotes e homens com bermudas ou sem camisa são barrados.

Na hora da almoço, lanche ou jantar, o melhor é escolher os restaurantes mais afastados dos lugares turisticos, como Rialto e a Piazza San Marco. Perto dali é tudo sempre mais caro.

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