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Londres - Roteiro de 5 dias


Detalhe do Big Ben
A famosa cabine de telefone vermelha
Os ônibus double-decker: alguns com propagandas do Brasil!
Táxi Londrino
Londres. O que dizer sobre este destino? Como sintetizar em algumas linhas essa que é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, com inúmeras áreas, restaurantes, museus, pubs e pessoas tão diferentes? É praticamente impossível descrever a sensação de estar em Londres. Ainda mais impossível é tentar desbravá-la em alguns dias. A verdade é que é preciso uma vida inteira para (começar a) conhecer Londres. 
Foi com esta impressão que visitei Londres pela primeira vez. E é com esta mesma ideia que deixo aqui o meu relato do que conheci na cidade, traduzido em uma sugestão de roteiro de 5 dias para os que, como eu, irão tentar desbravar o “mundo” londrino. 
Gostaria de lembrar que este roteiro é apenas uma sugestão, baseado no que eu escolhi conhecer na cidade. 
Antes, porém, de começar a descrever o “roteiro dia-a-dia”, deixo algumas dicas essenciais” que valem para qualquer roteiro pela cidade:
  1.  A cidade é conhecida pelo clima nublado e chuvoso, não importa a época do ano. Portanto, quem visita Londres tem que levar consideração o clima e estar flexível a adaptar o seu roteiro. A boa notícia: Choveu? Fuja para uma das dezenas de museus da cidade!
  2. Em Londres são diversas opções de entretenimento, para todos os gostos. O ideal é escolher visitar as atrações que mais combinam com seu gosto pessoal, e não simplesmente tentar ver tudo em um roteiro de alguns dias. Curte História? Escolha o British Museum. É fã de Ciência? Science Museum. Se o seu assunto é artes, opte pelo Tate Modern. 
  3. Além das “atrações turísticas”, reserve um tempo pra experimentar alguns dos pubs da cidade. Tomar um pint, comer fish and chips e curtir o local também faz parte da experiência da cidade!
Pint!
Fish & Chips (Ao fundo) e hamburguer gourmet


Dia 1 – Westminster
A região de Westminster é uma das mais antigas e com alguns dos maiores ícones da cidade, como o Big Ben. Portanto, sugiro iniciar o roteiro nesta área, com uma visita ao St James´s Park e o Buckingham Palace. Lembrando que o Palácio, residência oficial da Rainha, só está aberto à visitação nos meses de verão - agosto e setembro. Como visitei Londres no inverno, não conheci o Palácio de Buckingham, somente o St James´s Park.
Buckingham Palace (Reprodução Internet)
Após alguns minutos de caminhada está a Abadia de Westminster, uma das Igrejas mais antigas da cidade e local do casamento do Príncipe William com a Duquesa de Cambridge. Caso decida visitar o local, prepare-se para as longas filas e o caro ingresso: £18 por pessoa! =/

Abadia de Westminster
Bem próximo à Abadia fica um dos maiores símbolos de Londres: O Big Ben e o Parlamento Inglês. 

Por fim, atravesse a ponte sobre o Rio Tâmisa para chegar à London Eye. Sugiro que compre os ingressos com antecedência no site para evitar a fila da bilheteria (mesmo que ainda tenha que “encarar” a fila de entrada, se economiza muito tempo). Se possível, evite fazer o passeio na roda gigante durante o horário de 11hs às 16hs, quando as filas realmente são gi-gan-tes-cas!

Aqui vale um bom conselho: muito cuidado na ponte entre o Big Ben e a London Eye. São constantes os pequenos furtos à turistas (principalmente os mais distraídos).







O Parlamento visto a partir da London Eye
Dia 2 – The City


O roteiro do 2º dia pode ser dedicado a conhecer “The City”, onde Londres “nasceu”, cercado por antigas muralhas romanas.

Comece visitando a London Tower, que foi, na minha opinião, a melhor atração que conheci na cidade. A Torre medieval data do ano 1078 e foi a residência oficial de vários reis e rainhas da Inglaterra. Hoje, abriga as Joias da Coroa.

Mas o ponto alto da visita é o tour guiado com um dos Beefeaters (ou Yeoman Warder, o nome oficial). Os Beefeaters são oficiais militares aposentados que guardam a Torre. Bem-humorados e com um vasto conhecimento da História da cidade, eles mostram algumas das instalações aos visitantes, enquanto contam as histórias (sangrentas) do local e dos traidores da Coroa, como a famosa rainha Ana Bolena, condenada por “traição” e decapitada três anos após fazer o Rei Henrique VIII divorciar-se para casar-se com ela. O tour é simplesmente imperdível!!! Vale cada penny do ingresso. Reserve cerca de 2 a 3 horas para a visita e compre os ingressos com antecedência pelo site, para evitar filas.












Ao lado da London Tower, está a belíssima Tower Bridge. A ponte foi construída na Era Vitoriana, para melhorar o tráfego da cidade e diminuir o fluxo de veículos da vizinha London Bridge. A Tower Bridge é do tipo “báscula”, ou seja, abre e fecha para a passagem de embarcações.



Após cruzar a Tower Bridge, caminhe pela outra margem do Tâmisa até chegar à mais nova atração da cidade: o Shard, edifício mais alto da Europa, aberto à visitação no dia 1º de fevereiro de 2013. Não tive a oportunidade de visitar o mirante do prédio, já que estive na cidade em janeiro de 2013, mas cheguei bem perto e conferi o quão alto é o Shard! Quem visita-lo, poste aqui suas impressões!




Daqui, quem tiver tempo e interesse, pode visitar o Tate Modern, um dos museus mais renomados da cidade. Senão, cruze a London Bridge, a ponte mais antiga da cidade, e caminhe em direção à St Paul Cathedral. A Catedral foi reconstruída após o Grande Incêndio de 1666 com o intuito de ser o centro da Igreja Anglicana (assim como a Basílica de São Pedro está para a Igreja Católica). Destaque para a Cúpula, uma das maiores no mundo!



Dia 3 – British Museum & West End
Reserve toda a manhã do 3º dia para visitar o mais antigo museu no mundo, o British Museum.  Aproveite que é gratuito!




Os amantes das compras vão adorar passar a tarde vendo as vitrines da Oxford Street. Outras opções na região são o famoso museu de cera Madame Tussauds e Sherlock Holmes (este último, como fã, fiquei muito triste por não ter conseguido conhecer...).

Uma parada obrigatória para a criançada e fãs da série Harry Potter é a estação de trem King´s Cross, onde fica a Plataforma 9 ¾. Detalhe: esta não é uma plataforma real da estação, e sim apenas um painel fixado numa parede, ao lado das plataformas 9 e 10. Ao lado do painel fica uma loja que vende produtos oficiais Harry Potter.


Quando o sol se por, siga para West End, o centro das noites de Londres. Você pode iniciar a noite assistindo um dos famosos shows em um dos teatros da área: Les Miserables, Mamma Mia! e O Fantasma da Ópera encabeçam a lista. Lembre-se de comprar os ingressos com antecedência, senão, como eu, você pode acabar ficando sem lugar...

Outra opção de entretenimento na área é Covent Garden, onde vários artistas independentes se apresentam. Tudo de graça! E os shows são geralmente, muito bons, já que todos são previamente autorizados.  
Além dos artistas, o local conta com vários restaurantes e lojinhas.





Para o jantar, siga para um dos restaurantes asiáticos em Chinatown ou Soho. Você certamente irá ter de aguardar numa fila, já que os melhores locais sempre estão lotados. Depois de tentar o recomendado Yalla Yalla e alguns outros na área, acabei aguardando uns 20 minutos antes de conseguir mesa no Leong´s Legends. O restaurante taiwanês é razoável, valeu mais pela experiência. Recomendo os dumplings!
Para finalizar a noite, confira a famosa Leicester Square e os painéis luminosos da Picadilly Circus.




Dia 4 – Kensington e Camden Town


Ir a Londres e não conhecer nenhum museu é praticamente um pecado. A cidade oferece uma vasta seleção para os mais diferentes gostos. E é na região de Kensington que se concentram alguns dos mais renomados museus, como o Natural History Museum (Museu de História Natural), Science Museum (Museu da Ciência) e Victoria & Albert Museum. Todos ficam na Exhibition Road, o coração cultural da cidade. O acesso se dá pela estação de metrô South Kensington.

Como sou Engenheira, não resisti à curiosidade de conhecer o Science Museum, com uma vasta coleção sobre os mais variados assuntos ligados à Ciência: mecânica, tecnologia da informação, genética, meio-ambiente, telecomunicações, entre outros. Ainda mais: é totalmente interativo. Dá pra mexer, experimentar... Um sonho!






Com tantos atrativos, dá pra passar tranquilamente um dia (ou mais) apenas em Kensington. Porém, aproveite para mudar de ares e passar a tarde conhecendo uma interessante área em Londres: Camden Town.


Este distrito é conhecido como sendo o local para os tipos mais exóticos. Tem espaço para todos os grupos: roqueiros, nemos, punks, gente mais “comum” e até turistas.  Lá acontece uma feira bacaninha onde é possível comprar desde quinquilharias e souvenires até artigos de colecionadores e outras coisas mais “úteis”.
Olha, caso você ainda esteja na dúvida, vou falar mais uma vez: recomendo muitíssimo! Não tinha sequer cogitado esta área no meu roteiro, na verdade nem sabia que existia (difícil encontrar alguma coisa sobre um lugar que não é daqueles para os turistas mais sem graça, que só fazem programa “turistão”). Mas, por sugestões, resolvi arriscar e não me arrependi.







Dia 5 – Greenwich


No último dia na cidade, sugiro ir até Greenwich para visitar o Royal Observatory Museum. O local ficou mundialmente famoso após a assinatura do Tratado que definiu o Meridiano de Greenwich, linha imaginária que divide o planeta em Oriente e Ocidente. Dentro do Royal Observatory fica uma escultura com uma linha marcada no chão, representado o Meridiano 0. Obviamente, não resista à tentação de tirar uma foto com um pé em cada lado do planeta! 

O museu é também casa do Planetário de Londres. Aproveite para assistir a uma das sessões de cúpula. Sugiro “The Sky Tonight”, recomendado pelo próprio funcionário que apresenta a sessão. Segundo ele, é o que o turista espera ver em um planetário. Apenas lembre-se de pedir por esta sessão específica quando for comprar o ingresso, pois os funcionários na bilheteria não explicam as diferenças entre as apresentações.



Depois, aproveite para dar uma volta no distrito, parar num pub e tomar um pint antes de se despedir da cidade.







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